20/02/08...4:19 am
E o pior…
O pior?
O pior é alguém chorar por um assassino inescrupuloso, ladrão desalmado, facínora. Que queime no inferno, junto com seus “irmãos de fé” Hitler, Stalin, Pol Pot, Mao.
Ainda não morreu? Pena. Merecia morte das mais odiáveis, das mais dolorosas.
E ainda é incensado. E ainda é tratado como herói.
Diogo Mainardi fala por todos os de bom senso, em seu podcast:
Os comentários mais pitorescos sobre a renúncia de Fidel Castro foram feitos pelo próprio Fidel Castro. Ele declarou: “Meu dever não é aferrar-me a cargos”. Para um ditador que permaneceu 49 anos no poder, eu diria que ele se aferrou direitinho ao cargo. Fidel Castro declarou também que não quer “obstruir o passo a pessoas mais jovens”. Ele tem 81 anos. Deve estar se referindo a pessoas mais jovens como seu sucessor dinástico, Raúl Castro, de 75 anos.
Em sua carta de renúncia, Fidel Castro citou Oscar Niemeyer: “Deve-se ser conseqüente até o final”. Ninguém pode negar que Fidel Castro tenha sido conseqüente até o final. Ele nunca parou de prender e fuzilar dissidentes políticos. Assim como Oscar Niemeyer nunca parou de faturar concorrências públicas, de todos os tipos e em todos os governos. Oscar Niemeyer comentou que, apesar da renúncia de Fidel Castro, “a luta contra o imperialismo americano continua”. No seu caso, creio que a luta contra o imperialismo americano seja representada pelo Anexo 3 do Senado.
Barack Obama considerou que a renúncia de Fidel Castro foi “insuficiente”. Eu concordo. A cadeia teria sido melhor. Ou o túmulo. Em seguida, Barack Obama falou sobre a possibilidade de abrir uma brecha no embargo contra Cuba. Ihh: estragou tudo. Primeiro, Cuba tem de se render. Só depois, com boa vontade, os Estados Unidos podem cogitar a hipótese de salvar o país.
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